quinta-feira, 9 de julho de 2009
Vista grossa para crimes contra nossa fauna
O responsável pelo local se esquivou de dar detalhes sobre a origem dos animais e saiu do quadro quando viu que seria fotografado. Nas Ramblas, a avenida mais conhecida de Barcelona, na Espanha, as calçadas são espaço de lojinhas de souvenirs, artistas de rua, mesas de restaurantes e dezenas de bancas que vendem pássaros, quelônios, camaleões, e diversos outros animais. Ninguém tinha como provar aos turistas a origem legal dos bichos. Não é só aqui que as autoridades fazem vista grossa para os crimes contra a fauna. Na Europa civilizadissima, também.
Deu no O ECO http://www.oeco.com.br/
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Novas do pré-sal - geopolítica
Esta, planejada com muita antecedência e desencadeada no governo do Bush Junior e ainda não terminada na nova gestão do afável Obama, contra aquele senhor Saddam cujo coração seria o metrônomo do eixo do mal. Assim o novo imperialismo, através da sua nova guerra mundial, conseguiu acesso de conquistador ao petroleo do Iraque. Acesso plenamente soberano sobre o país conquistado.
Na América Latina, em outra latitude, a guerra sem quartel do velho imperialismo ao longo dos dois últimos séculos foi liquidando um a um todos os obstáculos nacionais que se lhe antepunham no caminho da conquista da desejada vassalagem a seus desígnios, da sua sêde de lucros e expansão de seu parque produtivo, de modo a constituir um tecido industrial-financeiro sob o comando de Wall Street e do capital monopolista. Os ingênuos pequeno burgueses brasileiros supuseram que a nossa história fosse passível de ser revertida pelo governo Lula.
Ousaram supor que o suicídio de Vargas, a construção da dependência expandida com JK (hoje tão oficialmente incensado) e o golpe de 1964 (de imediato apoiado por JK, diga-se, muito embora logo depois tenha visto fraudado o seu oportunismo com o assenhoramento pleno do poder pelos militares e núcleos civis - politicos e econômicos - das velha e nova direitas) fosse processo facilmente reversível. Reversível mesmo depois dessa subordinação, com FHC, ter alcançado os cumes udenisticamente sonhados de privatização do núcleo reitor do patrimônio público (à exceção ainda da Petrobrás). Supuseram poderem vir a ser reitores de uma nova história, de uma nova ordem sócio-econômica capitalista na qual esses fatos e suas forças sociais não fossem tão estupendamente dominantes do tecido econômico e político do país. Ousaram sonhar que o governo democrata cristão do núcleo reitor do governo do PT teria força e vontade de sublevar-se contra a dependência mais que perfeita ao capital monopolista.
Eis o destino do pré sal a desmenti-los mais uma vez, depois que sua passagem pelas várias instancias do poder do estado haja sido interrompida, pulverisada pela broca diamantada dos interesses do capital financeiro que marchava em direção ao coração do poder executivo, do qual, por fim, jorraria o petroleo do pré sal para as multinacionais.
Este nada mais fez do que subordinar-se aos ditames da longa guerra vitoriosa da contra-revolução capitalista: dividirá os lucros do pré-sal com o capital financeiro, abdicará de retransformar a Petrobrás em empresa decisivamente estatal e assim transformá-la em monopolista das novas fantásticas jazidas (cuja glória da descoberta e exploração se devem exclusivamente a ela!) e, ao invés disso, criará uma nova empresa estatal para administrar a exploração condominial do pré sal brasileiro, uma nova sinecura colonial.
Um presente ao combalido e decadente império norte-americano com o qual o mais ousado dos adivinhos jamais sonharia. Ao invés do exercício pleno e expansivo da soberania nacional exercido pela revolução democrática, popular e socialista da Venezuela sobre a industria do petroleo - vital para o país - este dócil espinhaço brasileiro, caído e transigente, dos que negociam com a manuntenção da miséria nacional e a sede de lucros do punhadinho de poderosos proprietarios privados.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Novas do pré-sal
Sem dúvida, desde quando o estado soberano pode dar-se ao luxo de privilegiar a si próprio e aos seus habitantes mais desfavorecidos? Isso era nos tempos em que o capitalismo brasileiro adoecia daqueles desejos insuportáveis de conquistar sua plena independencia politica e econômica. Naqueles tempos que precederam o golpe de estado de 1964 e felizmente superados para sempre. Neste novo estágio, conquistado pela ditadura e prosseguido pela democracia, a soberania é um privilégio insuportável. Nele nunca haverá redenção da miséria, pois a subordinação plena ao capital monopolista não tem e nunca terá - pois esta não é a sua essencia e o seu sentido histórico-, a tarefa de redimir os fracos e oprimidos. Parafraseando um certo senhor, diremos que a emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores. O resto é conversa fiada. O capitalismo da miséria não se autoimolará no altar dos pobres.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Marina Silva pede auditoria na BR 319
Noticia da Coluna Salada Verde do jornal O ECO http://www.oeco.com.br/saladaverde Vale a pena conferir. Este é um dos melhores informativos brasileiros sobre o Meio Ambiente e a luta por sua preservação.
domingo, 5 de julho de 2009
Estamos vivendo um período realmente crítico. A crise que se desencadeou a poucos meses atrás, apesar de fazer parte da crise sistêmica do capital, tem suas conotações próprias. O capital, na personalidade dos grandes bancos, casas de seguros e imensas corporações, como é o caso da GMC, não tiveram outra alternativa para continuarem existindo a não ser tentar enganar a lei do valor vigente no capitalismo e isso nos levou à crise vigente.
Desde que a indústria passou a construir suas máquinas automáticas, aquilo que parecia ao capital sua independência do trabalho, vem comprovando que o capital não pode existir sem a sua contra-parte, o trabalho vivo.
Quanto mais expulsa trabalho vivo de suas entidades produtivas, mais seus lucros reais caem, mais seus bens de produção desvalorizam-se; em outras palavras, mais aprofundam a crise geral do capital. E pior, é como se fosse uma maldição vinda do além: apesar de já terem descoberto empiricamente que não podem automatizar e expulsar mais trabalho vivo da produção, não podem parar o processo iniciado, como se esse tivesse ganho vida própria. O fato é que devido à anarquia da produção capitalista, é impossível realizar uma ação global concertada: cada um faz o que quer com o seu capital.
Assim estaremos seguindo o desenvolvimento da dialética do capital da automação aqui neste blog e em outras lugares. Acompanhando desse modo a dolorosa enfermidade contraída pelo capital em sua agonia violenta e destrutiva.
Sergio Bacchi
sábado, 4 de julho de 2009
Como se faz a história
"Iraq remains a destabilizing influence to the flow of oil to international markets from the Middle East," the report said.
"Saddam Hussein has also demonstrated a willingness to threaten to use the oil weapon and to use his own export program to manipulate oil markets. Therefore the US should conduct an immediate policy review toward Iraq including military, energy, economic and political/diplomatic assessments." (in Jason Leopold "Eager to tap..."! Truthout, 3 July 2009)
Se substituirmos o nome de Saddam Hussein pelo de Chavez, não estaríamos muito longe do que vai pelas cabeças dos nossos donos do poder e da grande mídia. Estes remordem-se pelo fato de Obama apresentar um perfil não republicano, menos grosseiramente belicoso e intervencionista que o de Bush e seus próximos. Entretanto a operação Chávez permanecerá sendo um eixo central da política antipopular e antidemocrática dos donos das nossas democracias e do Mercosul. Não à tôa colocam toda uma série de entraves à entrada plena da Venezuela nesse bloco, temendo perder nele a sua hegemonia política e econômica. Os núcleos centrais do poder econômico atuam de forma semelhante àquela denunciada no artigo supracitado. Assim se faz a história.
Em Honduras o sentido do golpe vai além das palavras dos chefes civis e militares, tal como ocorreu no Brasil. Tal como ocorreu entre nós no golpe de 1964, a autoproclamada salvação da pátria de suposto golpe palaciano de caráter sindical-socialista nada mais era que a máscara ideológica da traição definitiva das novas classe dominantes- a nova burguesia industrial criada e nascida com a industrialização-, ao lado da pequena burguesia e das velhas classes dominantes e seus respectivos entes políticos e militares aos desígnios de um capitalismo autônomo, soberano, democrático e popular. Definitiva associação crescentemente subordinada aos desígnios do capital monopolista nativo e forâneo, hoje reitor inconteste dos nossos destinos nacionais. Poder econômico e político a comandar ininterruptamente desde então o destino da república, em nada diminuído com a transição a outra forma política de sua dominação, dito seja, da ditadura política à democracia acordada na trasição transada.
Escapará Honduras à sina da contra-revolução capitalista? Como todos devemos mais uma vez nos recordar, esta é permanente. Ainda mais nesta fase histórica de declínio final do capitalismo, da crise cronica e insuperável do capital em sua nova fase. Fase da emergência do novo capital e sua nova forma de produzir.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Executivos do petroleo sugeriram a invasão do Iraque
Truthout Original
Eager to Tap Iraq's Vast Oil Reserves, Industry Execs Suggested Invasion
Friday 03 July 2009
by: Jason Leopold, t r u t h o u t | Report
Two years before the invasion of Iraq, reports suggested invading to end Saddam Hussein's control of the oil. (Photo: Getty Images)
Two years before the invasion of Iraq, oil executives and foreign policy advisers told the Bush administration that the United States would remain "a prisoner of its energy dilemma" as long as Saddam Hussein was in power.
That April 2001 report, "Strategic Policy Challenges for the 21st Century," was prepared by the James A. Baker Institute for Public Policy and the US Council on Foreign Relations at the request of then-Vice President Dick Cheney.
In retrospect, it appears that the report helped focus administration thinking on why it made geopolitical sense to oust Hussein, whose country sat on the world's second largest oil reserves.
"Iraq remains a destabilizing influence to the flow of oil to international markets from the Middle East," the report said.
"Saddam Hussein has also demonstrated a willingness to threaten to use the oil weapon and to use his own export program to manipulate oil markets. Therefore the US should conduct an immediate policy review toward Iraq including military, energy, economic and political/diplomatic assessments."
The advisory committee that helped prepare the report included Luis Giusti, a Shell Corp. non-executive director; John Manzoni, regional president of British Petroleum; and David O'Reilly, chief executive of ChevronTexaco.
James Baker, the namesake for the public policy institute, was a prominent oil industry lawyer who also served as secretary of state under President George H.W. Bush, and was counsel to the Bush/Cheney campaign during the Florida recount in 2000.
Ken Lay, then-chairman of the energy trading Enron Corp., also made recommendations that were included in the Baker report.
At the time of the report, Cheney was leading an energy task force made up of powerful industry executives who assisted him in drafting a comprehensive "National Energy Policy" for President George W. Bush.
A Focus on Oil
It was believed then that Cheney's secretive task force was focusing on ways to reduce environmental regulations and fend off the Kyoto protocol on global warming.
But Bush's first treasury secretary, Paul O'Neill, later described a White House interest in invading Iraq and controlling its vast oil reserves, dating back to the first days of the Bush presidency.
In Ron Suskind's 2004 book, "The Price of Loyalty," O'Neill said an invasion of Iraq was on the agenda at the first National Security Council. There was even a map for a post-war occupation, marking out how Iraq's oil fields would be carved up.
Even at that early date, the message from Bush was "find a way to do this," according to O'Neill, a critic of the Iraq invasion who was forced out of his job in December 2002.
The New Yorker's Jane Mayer later made another discovery: a secret NSC document dated February 3, 2001 - only two weeks after Bush took office - instructing NSC officials to cooperate with Cheney's task force, which was "melding" two previously unrelated areas of policy: "the review of operational policies towards rogue states" and "actions regarding the capture of new and existing oil and gas fields." [The New Yorker, February 16, 2004]
By March 2001, Cheney's task force had prepared a set of documents with a map of Iraqi oilfields, pipelines, refineries and terminals, as well as two charts detailing Iraqi oil and gas projects, and a list titled "Foreign Suitors for Iraqi Oilfield Contracts," according to information released in July 2003 under a Freedom of Information Act lawsuit filed by the conservative watchdog group Judicial Watch.
A Commerce Department spokesman issued a brief statement when those documents were released stating that Cheney's energy task force "evaluated regions of the world that are vital to global energy supply."
There has long been speculation that a key reason why Cheney fought so hard to keep his task force documents secret was that they may have included information about the administration's plans toward Iraq.
"Conspiracy Theory"
However, both before and after the invasion, much of the US political press treated the notion that oil was a motive for invading Iraq in March 2003 as a laughable conspiracy theory.
Generally, business news outlets were much more frank about the real-politick importance of Iraq's oil fields.
For instance, Ray Rodon, a former executive at Halliburton, the oil-service giant that Cheney once headed, said he was dispatched to Iraq in October 2002 to assess the country's oil infrastructure and map out plans for operating Iraq's oil industry, according to an April 14, 2003 story in Fortune magazine.
"From behind the obsidian mirrors of his wraparound sunglasses, Ray Rodon surveys the vast desert landscape of southern Iraq's Rumailah oilfield," Fortune's story said. "A project manager with Halliburton's engineering and construction division, Kellogg Brown & Root, Rodon has spent months preparing for the daunting task of repairing Iraq's oil industry.""Working first at headquarters in Houston and then out of a hotel room in Kuwait City, he has studied the intricacies of the Iraqi national oil company, even reviewing the firm's organizational charts so that Halliburton and the Army can ascertain which Iraqis are reliable technocrats and which are Saddam loyalists."
At about the same time as Rodon's trip to Iraq - October 2002 - Oil and Gas International, an industry publication, reported that the State Department and the Pentagon had put together pre-war planning groups that focused heavily on protecting Iraq's oil infrastructure.
The next month, November 2002, the Department of Defense recommended that the Army Corps of Engineers award a contract to Kellogg, Brown & Root to extinguish Iraqi oil well fires.
The contract also called for "assessing the condition of oil-related infrastructure; cleaning up oil spills or other environmental damage at oil facilities; engineering design and repair or reconstruction of damaged infrastructure; assisting in making facilities operational; distribution of petroleum products; and assisting the Iraqis in resuming Iraqi oil company operations."
In January 2003, as President Bush was presenting the looming war with Iraq as necessary to protect Americans, the Wall Street Journal reported that oil industry executives met with Cheney's staff to plan the post-war revival of Iraq's oil industry.
"Facing a possible war with Iraq, US oil companies are starting to prepare for the day when they may get a chance to work in one of the world's most oil-rich countries," the Journal reported on January 16, 2003."Executives of US oil companies are conferring with officials from the White House, the Department of Defense and the State Department to figure out how best to jump-start Iraq's oil industry following a war, industry officials say.
"The Bush administration is eager to secure Iraq's oil fields and rehabilitate them, industry officials say. They say Mr. Cheney's staff hosted an informational meeting with industry executives in October [2002], with ExxonMobil Corp., ChevronTexaco Corp., ConocoPhillips and Halliburton among the companies represented.
"Both the Bush administration and the companies say such a meeting never took place. Since then, industry officials say, the Bush administration has sought input, formally and informally, from executives and industry experts on how best to overhaul Iraq's oil sector."
Guarding the Oil Ministry
Despite the Bush administration's denials about oil as a motivation for war, the Bush administration's focus on Iraqi oil was firmly set.
On April 5, 2003, Reuters reported that the State Department's "Future of Iraq" project headed by Thomas Warrick, special adviser to the Assistant Secretary of State for Near Eastern Affairs, held its fourth meeting of the oil and energy-working group.
Documents obtained by Reuters showed that "a clear consensus among expert opinion favoring production-sharing agreements to attract the major oil companies."
"That is likely to thrill oil companies harboring hopes of lucrative contracts to develop Iraqi oil reserves," the news agency reported. "Short-term rehabilitation of southern Iraqi oil fields already is under way, with oil well fires being extinguished by US contractor Kellogg Brown and Root ..."Long-term contracts are expected to see US companies ExxonMobil, ChevronTexaco and ConocoPhillips compete with Anglo-Dutch Shell, Britain's BP, TotalFinaElf of France, Russia's LUKOIL and Chinese state companies."
After US troops captured Baghdad in April 2003, they were ordered to protect the Oil Ministry even as looters ransacked priceless antiquities from Iraq's national museums and stole explosives from unguarded military arsenals.
Unacceptable Options
In April 2001, the report laid out a series of unacceptable options, including helping Iraq under Saddam Hussein extract more oil by easing embargoes that were meant to hem Hussein in.
"The US could consider reducing restrictions on oil investment inside Iraq," the report said. But if Hussein's "access to oil revenues was to be increased by adjustments in oil sanctions, Saddam Hussein could be a greater security threat to U.S. allies in the region if weapons of mass destruction, sanctions, weapons regimes and the coalition against him are not strengthened."
Iraq is a "key swing producer turning its taps on and off when it has felt such action was in its strategic interest," the report said, adding that there was even a "possibility that Saddam Hussein may remove Iraqi oil from the market for an extended period of time" in order to drive up prices.
"Under this scenario, the United States remains a prisoner of its energy dilemma, suffering on a recurring basis from the negative consequences of sporadic energy shortages," the report said. "These consequences can include recession, social dislocation of the poorest Americans, and at the extremes, a need for military intervention."
The report recommended Cheney move swiftly to integrate energy and national security policy as a means to stop "manipulations of markets by any state" and suggested that his task force include "representation from the Department of Defense."
"Unless the United States assumes a leadership role in the formation of new rules of the game," the report said, "US firms, US consumers and the US government [will be left] in a weaker position."
Two years after the Baker report, the United States - along with Great Britain and other allies - invaded Iraq. Now, more than six years later, the US oil industry finally appears to be in a strong position relative to Iraq's oil riches.
However, the price that has been paid by American troops, Iraqi civilians and the US taxpayers has been enormous.